O que fica do Intercom 2016 ou “conselhos” para (jovens) pesquisadores em Comunicação

Imagem: Divulgação

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De 2008 até este ano, tive mais de dez trabalhos publicados nos anais das reuniões da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, a Intercom. Por “chatice” (discernimento?), não gosto de nenhum deles. Ou melhor: só de alguns, em parte. “E olhe lá”. Na verdade nem sei o que penso sobre, não os leio depois de publicados. No máximo “consulto” vez ou outra; o texto tem vida própria e, após escrito, não se sabe o que pode ocorrer e prefiro não percorrê-los novamente. Continuar lendo

Livro “Michel Foucault e a Antropologia” será lançado em Belém

Imagem: Reprodução

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A obra de Michel Foucault (1926-1984), há tempos, vem construindo uma complexa relação com as ciências humanas, em especial com a Antropologia. Alguns de seus conceitos entraram no cotidiano do empreendimento antropológico para serem utilizados como verdadeiras “palavras de ordem” ao ponto de até mesmo tornarem-se “lugares comuns”; não raramente é possível encontrar elogios, enfrentamentos e reutilizações conceituais ora na relação de Foucault com a Antropologia, ora da Antropologia em relação à Foucault.

Neste sentido, novas perspectivas, discussões e reflexões são fundamentais como, por exemplo, as presentes no livro Michel Foucault e a Antropologia, de Heraldo de Cristo Miranda, professor e doutor em Ciências Sociais, que será lançado na próxima terça-feira (23), no Sesc Boulevard, em Belém. Continuar lendo

Filme “Fisionomia Belém” entra em cartaz em janeiro na capital paraense

Cartaz oficial do Fisionomia Belém.

Cartaz oficial do Fisionomia Belém.

“Belém não é feita pra morar onde Belém está. Belém é um enxerto lusitano plantado num lugar quente pra dedéu, absolutamente de costas pras áreas de escoamento de vento. Historicamente os portugueses não queriam ter contato com o rio, não se sabe o porquê, por uma saudade imensa de onde eles vieram, por um sentimento, talvez, de extrema dor de estar num território longe de onde eles realmente queriam estar. E até hoje a gente não entendeu o que é estar morando aqui. O que seria isso, qual seria essa linha, qual seriam esses caminhos (…) A gente não entendeu como é que a Amazônia funciona. Como é que nós estamos funcionando na Amazônia? Nós estamos rodando no sistema errado, é essa a impressão que eu tenho todos os dias, eu fico atônito em como as pessoas não percebem isso, elas estão dando de cara o tempo todo nisso e, como você diz, estamos aqui um teatro, o palco está lançado, estamos atuando e nós ainda não descobrimos que o roteiro todo tá errado” (sic).
As reflexões – desabafos? – do jornalista e músico Lázaro Magalhães que iniciam este texto podem causar espanto e incômodo em muitas pessoas. Para muitas outras, no entanto, a possibilidade de compreendê-las como pontos de partida para discussões e compreensões mais amplas é o que talvez incite a tentar ver outra região, ou outras Belém do Pará.
Tais problemas evidenciados – e evidentes – na capital paraense e as relações com seus moradores são um dos pontos centrais no documentário Fisionomia Belém, que foi lançado em 2015 durante o Festival de Audiovisual de Belém e estará em cartaz em janeiro, na programação do Cine Estação das Docas. A programação, em comemoração aos 400 anos da capital paraense, contará ainda com a exibição dos filmes “Um Dia Qualquer”, passeio nostálgico pela Belém dos anos 1960, com direção e argumento de Líbero Luxardo e música de Waldemar Henrique, e “Desejo e Obsessão”, de Claire Denis (2001). Continuar lendo

Quando os muros falam, podem dizer muito

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Imagem: Reprodução/ Acción Poética

O poeta Paulo Leminski, em vídeo disponível na internet que mostra sua conversa com estudantes – possivelmente da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – afirmou que tinha horror aos muros brancos.
Inserido em um contexto em que a poesia marginal marcava não somente seu espaço na produção artístico-cultural, como também na própria fisionomia da cidade, ele se referia aos muros como grandes e importantes meios de comunicação. Mais que o antigo embate “classificatório” entre pichação e grafite, a discussão se aproxima de ações e intervenções que buscam causar algo, seja uma reflexão, seja uma reação. Não cabe aqui refletir sobre uma possível ação criminosa ou não, mas sim seu cunho estético, político, poético.

Neste panorama, atualmente há várias ações que saem dos muros e chegam às redes sociais (em alguns casos, o contrário), mas destaco cinco que podem colaborar para reflexão sobre o tema, bem como outras reações através das frases, poemas, pensamentos inscritos e escritos. A escolha não foi das mais simples, mas apresentam um bom panorama sobre a temática, em especial na América Latina. Confira:

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Jornada de Comunicação da Fapan e da Fapen destacará criatividade e profissionalização

Agência Experimental de Comunicação

Crédito: Agência Experimental de Comunicação

“Tu crias, mas tu te comunicas?”. Tendo este questionamento como tema, a Jornada de Comunicação da Faculdade Pan Amazônica (Fapan) e Faculdade Paraense e Ensino (Fapen) de 2015 terá como destaque não somente a discussão sobre a necessidade da criatividade e aperfeiçoamento na produção publicitária, mas também a busca por melhorias nas estratégias e discussões em todo o campo da comunicação.
Com um clash e três oficinas, o evento segue a lista de atividades inovadoras com profissionais renomados que estão se tornando marcas do Curso de Comunicação das Faculdades. Toda a programação é gratuita e aberta também a estudantes de outras instituições.
Veja a programação completa: Continuar lendo

Estão abertas as inscrições para a Agência Experimental de Comunicação

audiovisual

A Agência contará com laboratório de audiovisual, ilha de edição, rádio, espaço de convivência, sala e reunião e da coordenação.

Uma proposta ampla e inovadora. Assim pode ser definida a criação da Agência Experimental de Comunicação da Faculdade Pan Amazônica (Fapan) e da Faculdade Paraense de Ensino (Fapen).
O empreendimento visa incentivar e aperfeiçoar os conhecimentos dos alunos das duas instituições não somente na produção publicitária, mas também de um campo fundamental que a maioria de outras faculdades não dão a devida atenção ou mesmo não investem: a pesquisa.
A agência começará suas atividades no dia 09 de novembro, contando com cinco alunos da Fapen e cinco da Fapan, que serão escolhidos após processo seletivo. A equipe atuará na área de pesquisa atenta à grande variedade de temáticas universais possíveis e fugindo de clichês e lugares comuns – ultrapassados e vazios – ao se falar de Comunicação e representações e, mais especificamente, de Amazônia. Na Produção em Comunicação Integrada, as atividades serão divididas nas áreas de redes sociais, assessoria de imprensa, direção de arte, fotografia e audiovisual. Continuar lendo

Texto de pesquisador paraense integra série nacional sobre Antropologia

Imagem: Divulgação

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O pesquisador e escritor paraense, Relivaldo Pinho, doutor em Antropologia, acaba de publicar um texto sobre um dos mais importantes pensadores do Século XX, o antropólogo Clifford Geertz. A publicação faz parte do livro Os antropólogos: clássicos das ciências sociais: de Edward Tylor a Pierre Clastres, que tem a organização dos professores Everardo Rocha e Marina Frid (PUC-Rio) e é editado pelas Editoras PUC-Rio e Vozes.
De acordo com a editora Vozes, “após as publicações bem sucedidas das coleções Os filósofos – Clássicos da filosofia e Os historiadores – Clássicos da história, a Editora PUC-Rio e a Editora Vozes iniciam, com esse volume, a realização do projeto sobre os chamados clássicos das ciências sociais. Indo além, a editora destaca ainda que Os antropólogos – Clássicos das ciências sociais é uma coletânea de ensaios, assinados pelos maiores especialistas brasileiros sobre a vida e a obra dos autores clássicos da antropologia. Ela cobre a vida e a obra dos grandes antropólogos dos séculos XIX e XX”. Continuar lendo